Relembre casos de estrelas do esporte censuradas em território chinês após declarações sobre temas políticos sensíveis.
O envolvimento de atletas em polêmicas políticas com a China não é novidade no cenário esportivo internacional. Ao longo dos anos, diversas figuras de destaque enfrentaram severas reações e boicotes de Pequim após abordarem temas sensíveis, conforme informação divulgada por flashscore.
As controvérsias costumam surgir quando esportistas criticam a postura do governo chinês ou mencionam regiões autônomas e territórios disputados. Como consequência, grandes ligas e atletas sofrem perdas financeiras e restrições de transmissão em solo asiático.
A gravidade das sanções varia desde a remoção de jogos da programação oficial até o corte de parcerias comerciais com gigantes da tecnologia. O rigor do mercado chinês transformou manifestações públicas em um risco corporativo e esportivo sem precedentes.
Mesut Özil e a crítica aos uigures
Em 2019, o futebolista alemão de origem turca Mesut Özil, que defendia o Arsenal, criticou a política de segurança em Xinjiang. O jogador denunciou o tratamento dado aos uigures e relatou destruição de mesquitas e prisões em massa em publicações nas redes sociais.
A resposta de Pequim foi imediata, rejeitando as acusações e classificando as declarações como informações falsas. A emissora estatal CCTV cancelou a transmissão de uma partida do Arsenal, enquanto o atleta foi retirado das versões chinesas do jogo Pro Evolution Soccer.
Dwight Howard e o status de Taiwan
O basquetebolista norte-americano Dwight Howard, oito vezes selecionado para o All-Star Game da NBA, gerou forte indignação em 2023. Em um vídeo gravado em Taiwan, onde atuava pelos Taoyuan Leopards, o pivô referiu-se ao território como um país.
A declaração violou o princípio de que a ilha faz parte do território chinês, provocando reações furiosas nas redes sociais do país asiático. Posteriormente, o jogador garantiu a jornalistas locais que não tinha a intenção de ofender ninguém.
O impacto político de Daryl Morey
Em 2019, Daryl Morey, então diretor-geral dos Houston Rockets, publicou uma mensagem de apoio aos manifestantes pró-democracia em Hong Kong. A manifestação gerou uma crise institucional e financeira de grandes proporções para a principal liga de basquetebol do mundo.
Empresas locais cortaram relações comerciais com a NBA, e a gigante da internet Tencent suspendeu a transmissão dos jogos da equipe. A liga norte-americana acumulou prejuízos estimados em centenas de milhões de dólares antes de retornar ao mercado chinês.
Enes Kanter Freedom e o Tibete
O ativismo político de Enes Kanter Freedom, ex-jogador dos Boston Celtics, colocou o atleta na mira do governo chinês em 2021. Ele chamou o presidente Xi Jinping de ditador e declarou apoio à causa independentista do Tibete, além de criticar os Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim.
As manifestações resultaram na exclusão dos jogos dos Celtics das plataformas chinesas de streaming. Diante da postura crítica, a antiga estrela do basquetebol Yao Ming chegou a convidá-lo para visitar a China pessoalmente e conhecer a realidade do país.
Perguntas Frequentes
Por que atletas são censurados na China?
Atletas enfrentam censura e boicotes na China quando fazem declarações públicas consideradas inapropriadas sobre temas sensíveis, como os direitos dos uigures, a independência de Taiwan, o Tibete ou os protestos em Hong Kong.
Qual foi o impacto do caso Daryl Morey na NBA?
O apoio de Daryl Morey aos manifestantes de Hong Kong em 2019 causou o rompimento de contratos com patrocinadores chineses, a suspensão de transmissões pela CCTV e prejuízos de centenas de milhões de dólares para a liga norte-americana.
Como a China respondeu às críticas de Mesut Özil?
A China rejeitou as acusações sobre Xinjiang, cancelou a transmissão de jogos do Arsenal na televisão estatal e removeu o jogador alemão das versões locais do videogame Pro Evolution Soccer.

