Oposta do Osasco contesta novas regras da CBV para atletas trans na Superliga

A oposta Tifanny Abreu criticou duramente, nesta quinta-feira (1/10), a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol para as competições femininas. Presente no lançamento oficial da Superliga em São Paulo, a atleta afirmou que faltou empatia na condução do caso e não descartou acionar a Justiça.

A mudança nas regras, anunciada pela entidade em agosto, estabeleceu critérios que tiraram Tifanny da disputa da próxima temporada da Superliga. A jogadora classificou a medida como uma política de exclusão e afirmou que a decisão afeta diretamente sua trajetória no esporte nacional, conforme informação divulgada por WEBVOLEI.

Diante do impasse criado pela Confederação Brasileira de Voleibol, o clube Osasco São Cristóvão Saúde solicitou à entidade a criação de uma regra de transição para garantir a participação da oposta no torneio, embora a federação mantenha a decisão inicial.

Repercussão da exclusão de Tifanny na Superliga

Questionada sobre os sentimentos gerados pela situação, a atleta de 41 anos destacou que prefere não carregar raiva, mas mencionou o desprezo e a falta de consideração com o clube e com os torcedores. Para a oposta do Osasco, a atitude da entidade representa uma barreira para a presença de pessoas trans nas quadras.

Críticas diretas às diretrizes da Confederação Brasileira de Voleibol

Durante o evento em São Paulo, Tifanny afirmou que a medida adotada pela Confederação Brasileira de Voleibol tem caráter político e transfóbico. A jogadora reconheceu que novas regras poderiam ser debatidas, mas criticou o modelo que resulta na proibição de atletas trans no voleibol feminino brasileiro.

Trajetória histórica da atleta no voleibol brasileiro

Com uma carreira marcada por pioneirismo, Tifanny estreou na Superliga em 2017 pelo Bauru, tornando-se a primeira mulher trans a atuar na principal competição de clubes do país. Desde 2021 no Osasco, a oposta acumulou importantes conquistas e consolidou sua história no esporte.

Perguntas Frequentes

Por que Tifanny não vai jogar a Superliga?

A oposta foi impedida de participar da competição após a Confederação Brasileira de Voleibol estabelecer novas regras de elegibilidade para atletas trans em torneios femininos.

Qual foi a reação de Tifanny Abreu à decisão da CBV?

A jogadora criticou a medida, apontou falta de empatia por parte dos dirigentes, classificou a regra como transfóbica e afirmou que pode recorrer à Justiça.

Qual é a posição do Osasco sobre o caso de Tifanny?

O Osasco São Cristóvão Saúde pediu à Confederação Brasileira de Voleibol a implementação de uma regra de transição para permitir que a atleta dispute a temporada.