Ministério Público solicita prisão preventiva de Armando Mendonça, mas advogados negam retaliação.
O Ministério Público de São Paulo pediu nesta sexta-feira a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no âmbito das investigações sobre o contrato de material esportivo com a Nike.
A solicitação ocorreu após o desligamento de Marcelo Munhoes da Diretoria de Tecnologia do clube, apontado pelo órgão como uma possível tentativa de intimidação a uma testemunha do caso, conforme informação divulgada por Gazeta Esportiva - Corinthians.
A defesa do dirigente negou veementemente qualquer participação no afastamento, apontando que a decisão partiu exclusivamente da presidência, e classificou a manifestação do promotor como abusiva perante a Justiça.
Investigação sobre contrato com a Nike
O inquérito conduzido pelo Ministério Público investiga irregularidades no contrato de fornecimento de material esportivo firmado entre o Corinthians e a empresa Nike, gerando forte repercussão nos bastidores políticos do clube alvinegro.
A situação ganhou novos desdobramentos após a saída de Marcelo Munhoes, que figurava como testemunha da acusação e teve seus acessos aos sistemas bloqueados recentemente, motivando a atuação imediata do promotor Cássio Roberto Conserino.
Defesa aponta motivação política
Em manifestação protocolada na 25ª Vara Criminal da Barra Funda, os advogados de Armando Mendonça sustentam que o afastamento foi uma decisão isolada do presidente Osmar Stabile dentro das atribuições do cargo.
A defesa destacou ainda o contexto político do clube paulista, ressaltando que Marcelo Munhoes integra uma chapa de oposição para as eleições agendadas para o próximo dia 28 de novembro, assim como outros dirigentes que também deixaram funções.
Os defensores classificaram o pedido de prisão preventiva como infundado, alegando que o nome do vice-presidente nem sequer é citado no e-mail enviado pelo ex-diretor ao Ministério Público para relatar a sua dispensa interna.
Questionamentos contra o Ministério Público
Os advogados questionaram a rapidez na protocolação do pedido de prisão, efetuada cerca de uma hora e vinte minutos após o envio da mensagem de Marcelo Munhoes ao promotor encarregado do caso na capital paulista.
Além de contestar as medidas cautelares, a defesa reforçou pedidos anteriores de suspeição contra Cássio Roberto Conserino, apontando suposta proximidade com a política interna e comunicação direta com o ex-diretor dispensado.
A decisão final sobre o pedido de prisão preventiva e as medidas restritivas alternativas caberá agora à Justiça na 25ª Vara Criminal da Barra Funda, enquanto a defesa aguarda o julgamento de Habeas Corpus no tribunal.
Perguntas Frequentes
Por que o MP pediu a prisão do vice do Corinthians?
O Ministério Público de São Paulo pediu a prisão preventiva de Armando Mendonça sob a suspeita de tentativa de intimidação e interferência em testemunha, após a demissão de Marcelo Munhoes.
O que diz a defesa de Armando Mendonça?
A defesa nega qualquer envolvimento no afastamento do ex-diretor, afirma que a decisão foi exclusiva do presidente Osmar Stabile e classifica o pedido do Ministério Público como abusivo.
Quem é o responsável pelo pedido de prisão?
A solicitação foi feita pelo promotor de justiça Cássio Roberto Conserino junto à 25ª Vara Criminal da Barra Funda, na capital paulista.

