O jornalismo de surfe brasileiro perdeu um de seus grandes pioneiros na última quarta-feira
O jornalismo de surfe brasileiro sofreu uma perda irreparável com o falecimento de Castro Pereira, ocorrido na última quarta-feira, dia 7, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O profissional era uma figura muito conhecida e respeitada no cenário do surfe gaúcho desde o final dos anos 1970.
Ao longo de sua trajetória, o jornalista dedicou boa parte da carreira à divulgação do esporte, acompanhando competições importantes, revelando novos personagens e registrando histórias fundamentais para a memória do surfe na Região Sul do país.
Sua morte representa uma grande lacuna na comunicação especializada, conforme informação divulgada por WAVES. O legado de Castro permanece vivo na história da imprensa esportiva regional.
A cobertura pioneira nas ondas de Torres
Muito antes da popularização da internet, Castro já fazia a cobertura das praias gaúchas. Durante a década de 1980, ele produzia boletins sobre as condições do tempo e do mar diretamente de Torres para a Rádio Ipanema FM, de Porto Alegre.
As informações precisas chegavam aos ouvintes por meio de telefone público, superando os desafios da época. Posteriormente, o jornalista também trabalhou na Rádio Atlântida FM e colaborou ativamente com jornais e revistas especializadas.
Homenagens e lembranças do surfe gaúcho
O colega e jornalista Máurio Borges publicou uma emocionante homenagem nas redes sociais para relembrar a trajetória do amigo. Entre as memórias, destacou a final do SuperSurf na Praia da Joaquina, em Florianópolis, disputada entre os gaúchos Daison Pereira e Rodrigo Pedra Dornelles.
Máurio recordou que Castro considerava aquele momento o ápice do esporte nos Pampas. Além disso, o pioneiro acreditava firmemente no potencial de Pedra para brilhar no circuito mundial de surfe.
Luta contra a doença e legado na imprensa
Segundo relato de Rodrigo Pedra Dornelles a Máurio Borges, o jornalista enfrentava uma batalha contra um câncer de próstata. A causa oficial do falecimento não foi divulgada pelas fontes oficiais.
Além da cobertura jornalística e previsões das ondas, Castro participou ativamente da organização de eventos e de iniciativas voltadas à preservação ambiental. O profissional também incentivou a divulgação do skate na imprensa de Guaíba.
Perguntas Frequentes
Quem foi Castro Pereira no jornalismo de surfe?
Castro Pereira foi um dos pioneiros do jornalismo de surfe no Brasil, reconhecido por cobrir o esporte no Rio Grande do Sul desde o final dos anos 1970.
Onde Castro Pereira trabalhava nos anos 1980?
Nos anos 1980, ele produzia boletins sobre as condições do mar a partir de Torres para a Rádio Ipanema FM, além de colaborar com a Rádio Atlântida FM.
Qual foi a causa da morte de Castro Pereira?
O jornalista enfrentava um câncer de próstata, conforme relato de atletas próximos, embora a causa oficial do falecimento não tenha sido informada.

