Há 52 anos, Pelé marcava o seu gol de número 1.091 com a camisa do Santos: veja fotos da carreira do Rei
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FOTOS DA VIDA DO REI PELÉ: O filho mais famoso de Três Corações-MG nasceu em 23 de outubro de 1940. Fruto do amor de Seu Dondinho e Dona Celeste, Edson Arantes do Nascimento foi batizado em homenagem ao inventor Thomas Edison, de quem o pai era fã (Foto: Arquivo Pessoal) 1/59 (Foto: Acervo/Gazeta Press) 2/59 O popular Baquinho marcou a infância do pequeno Edson. Ele não fazia tanta questão de frequentar a escola, mas não perdia um jogo na terra batida do interior paulista (Foto: Acervo/Gazeta Press) 3/59 Foi com a bola rolando que surgiu Pelé. O menino imitava as defesas de Bilé, mas distorcia o nome do goleiro do Atlético de Três Corações, que virava Pilé.
Em Bauru, o sotaque rendia troça dos amigos, que não entendiam a pronúncia. Pilé virou Pelé, e Pelé encantou (Foto: Arquivo Pessoal) 4/59 O primeiro uniforme vestido pelo futuro Rei do Futebol foi o do Sete de Setembro, time amador de Bauru. Ele ainda jogou no Canto do Rio, no São Paulinho de Curuçá e também no Ameriquinha, em que passou a usar chuteiras pela primeira vez na vida (Foto: Arquivo Pessoal) 5/59 A paixão era compartilhada na família. Pai e filho se divertiam jogando, mas sofriam torcendo.
Foi pendurado no rádio que Pelé viu Dondinho chorar a derrota brasileira na Copa do Mundo de 1950. O Maracanazo marcou o garoto, que prometeu ao pai vencer o troféu (Foto: Acervo/Gazeta Press) 6/59 No Baquinho, Pelé despertou o interesse do Bangu-RJ, mas Dona Celeste proibiu que o filho morasse longe. Um convite do Noroeste de Bauru também foi negado, mas o ex-jogador Waldemar de Brito conseguiu convencer a mãe do garoto de levá-lo ao Santos (Foto: Arquivo Pessoal) 7/59 Em agosto de 1956, Pelé chegou como anônimo a um time que era campeão paulista. O título do ano anterior alçava o Peixe ao seleto primeiro grupo do futebol estadual.
Talvez por isso o menino magrinho, de pernas finas, tenha desembarcado no Santos tão tímido (Foto: Acervo/Gazeta Press) 8/59 Mas nos treinos a conversa era outra, e a correria era tamanha que logo surgiu o apelido de Gasolina. A primeira impressão foi boa, e Pelé assinou contrato para ter direito a cama, comida e roupa lavada, além do salário de seis mil cruzeiros que era todo enviado a Bauru (Foto: Arquivo Pessoal) 9/59 Um mês com o elenco foi suficiente para Pelé conquistar sua primeira chance. Em amistoso com o Corinthians de Santo André, ele entrou no segundo tempo e em poucos minutos marcou seu gol, fazendo jus à oportunidade (Foto: Acervo/Gazeta Press) 10/59 Já consolidado entre os titulares, em 1957 Pelé foi selecionado para compor um combinado entre Santos e Vasco da Gama. Ele jogou três partidas com o manto cruzmaltino, fazendo gol até no Flamengo e concentrando de vez as atenções do país (Foto: Divulgação/CRVG) 11/59 O desabrochar de Pelé cavou lugar na Seleção.
Estreando na Copa Roca de 1957, ele saiu do banco para balançar a rede da Argentina no revés por 2 a 1. No reencontro, a vitória por 2 a 0 também teve gol do garoto, que conquistou sua primeira taça internacional (Foto: Acervo/Gazeta Press) 12/59 O ano de 1958 foi especial. Pelé fez o Maracanã se deliciar com quatro gols logo na primeira partida oficial do ano, contra o America-RJ, pelo Torneio Rio-São Paulo. A atuação foi tão magistral que fez Nelson Rodrigues tratá-lo pela primeira vez como Rei (Foto: Acervo/Gazeta Press) 13/59 Mas o caminho de Pelé até sua primeira Copa do Mundo não foi tranquilo.
Ele se lesionou em jogo-treino contra o Corinthians, no Pacaembu. A Seleção venceu por 5 a 0, mas perdeu seu camisa 10, que deixou o gramado chorando (Foto: Acervo/Gazeta Press) 14/59 Mesmo intensificando o tratamento na Europa, Pelé não se recuperou para a estreia. O Brasil bateu a Áustria por 3 a 0, mas sentiu a ausência no empate em 0 a 0 com a Inglaterra. O Rei voltou a tempo de debutar na Copa de 1958 contra a União Soviética, em vitória por 2 a 0 (Foto: Acervo/Gazeta Press) 15/59 Contra o retrancado País de Gales, Pelé teve problemas para se livrar da dura marcação, mas ainda assim marcou o gol da vitória por 1 a 0.
Na semifinal foi a vez de bater a França, por goleada de 5 a 2. O Rei fez três, levando o Brasil à final da Copa (Foto: Acervo/Gazeta Press) 16/59 A Suécia saiu na frente no Estádio Rasunda, e um velho temor assombrou a torcida brasileira. Mas a resposta canarinha não tardou, transformando em show um jogo tão importante. Pelé fez dois e, quando a cortina abaixou, não conteve o choro (Foto: Acervo/Gazeta Press) 17/59 Dono do mundo, Pelé ainda tinha objetivos domésticos.
Ele já tinha sido artilheiro do Paulistão pela primeira vez no ano anterior, mas o título havia escapado do Santos. Em 1958 o Rei chegou aos 58 gols em um ataque que marcou 143 vezes naquele Estadual. Recorde e título (Foto: Acervo/Gazeta Press) 18/59 Irresistível, o Santos também venceu o Torneio Rio-São Paulo de 1959. A conquista foi inédita e significou muito para o clube, que até então só acumulava troféus de âmbito estadual (Foto: Acervo/Gazeta Press) 19/59 Os títulos aumentaram a notoriedade do Santos, que recebeu uma série de solicitações para excursionar.
O desfile alvinegro por gramados internacionais tomou proporções gigantescas, permitindo a Pelé fazer o que quisesse com defensores de qualquer nacionalidade (Foto: Acervo/Gazeta Press) 20/59 Campeão mundial e artilheiro do Paulistão, o Rei extrapolou limites em 1959. Ele marcou 127 gols nas 103 partidas que disputou ao longo do ano. Mais do que uma prova de seu físico invejável, os números revelam que o camisa 10 tinha um algo mais que o eternizaria (Foto: Acervo/Gazeta Press) 21/59 Um dos feitos históricos aconteceu em 2 de agosto de 1959, em visita ao Juventus na Rua Javari. Pelé não estava muito bem e era perseguido pela torcida rival, mas tinha uma carta guardada na manga.
O craque distribuiu quatro chapéus nos marcadores em um gol espetacular (Foto: Acervo/Gazeta Press) 22/59 Consagrado como estrela, Pelé entrou na mira de clubes europeus, mas optou por ficar no Brasil. Ele acabou convocado para o Exército e, sem qualquer regalia, virou o recruta 201. Com a bola, honrou a farda ao vencer o Sul-Americano das Forças Armadas com gol na final (Foto: Acervo/Gazeta Press) 23/59 Apesar do sucesso, Pelé ainda morava na pensão da Dona Georgia com alguns companheiros, em casa próxima à Vila Belmiro. Não eram raras as vezes em que o silêncio era quebrado pelo craque sonâmbulo.
Sonhando com a bola, até gritava gol durante a noite (Foto: Acervo/Gazeta Press) 24/59 Os anos 60 chegaram para fazer realidade os sonhos do Rei. O Santos deslanchou com uma série de títulos. Tantos que até dá trabalho para contar. São oito taças paulistas na década, além do pentacampeonato brasileiro e o bicampeonato mundial (Foto: Acervo/Gazeta Press) 25/59 Campeão paulista e brasileiro em 1961, o camisa 10 criou até solenidades.
Em visita ao Maracanã, contra o Fluminense, ele recebeu de Mengálvio e partiu em contra-ataque. A arrancada passou por seis tricolores, parando apenas nas redes, e rendeu homenagens. Aí nasceu a expressão “Gol de Placa” (Foto: Divulgação) 26/59 Tanta badalação sobre Pelé criou enorme expectativa quanto à Copa do Mundo de 1962. O Rei era o maior trunfo de uma Seleção cheia de craques, e respondeu à altura na estreia brasileira no Chile.
Driblou quatro mexicanos na jogada do último gol da vitória por 2 a 0 (Foto: Acervo/Gazeta Press) 27/59 O Mundial prometia ser todo de Pelé, mas não foi. Exatamente como em 1958, o craque sentiu lesão e ficou fora de combate. Na final disputada em Santiago, o Rei do Futebol foi mero expectador da vitória por 3 a 1 que resultou no bicampeonato (Foto: Acervo/Gazeta Press) 28/59 Semanas após a decisão, Pelé ainda não reunia condições de jogar. Sem ele o Santos teve trabalho contra o Peñarol e precisou decidir a Libertadores de 1962 no terceiro jogo.
Neste Pelé esteve presente, fez dois na vitória por 3 a 0 e foi completamente despido durante a festa da torcida (Foto: Acervo/Gazeta Press) 29/59 O título continental permitiu ao Santos disputar
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